POR DENTRO DOS GPS: GP ECONOMIA POLÍTICA DA INFORMAÇÃO, COMUNICAÇÃO E CULTURA

16 de abril de 2019

Pesquisadores e pesquisadoras de todo o Brasil têm até o dia 1º de julho para submeter trabalhos para o XIX Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), a ser realizado no âmbito do 42º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, de 2 a 7 de setembro de 2019 na Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém. A Intercom mantém 34 Grupos de Pesquisa (GPs) que abrangem os diversos temas da Comunicação, entre eles o GP Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura.

Criado em 1992, o GP Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura tem forte atuação nesse campo de pesquisa, participando ativamente da Rede de Economia Política das Tecnologias da Informação e da Comunicação e da “Revista EPTIC”, ligadas ao Observatório de Comunicação (Obscom) do Departamento de Economia da Universidade Federal de Sergipe, e de congressos internacionais, e da União Latina de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura (ULEPICC).

Nos congressos nacionais da Intercom, o GP reúne pesquisadores e profissionais de todas as regiões brasileiras para o debate e a reflexão sobre os fenômenos comunicacionais e culturais contemporâneos, tais como o avanço dos processos de privatização das telecomunicações, a convergência tecnológica, a expansão e novas configurações das indústrias culturais, a digitalização dos meios eletrônicos, TV digital, a privatização do conhecimento, o desenvolvimento de todas as formas de capital intangível, etc. “Em 2019, estamos organizando uma publicação com os melhores trabalhos apresentados no Intercom nos últimos anos. Outra atividade a que daremos continuidade é o Fórum Eptic, que neste ano terá sua 11ª edição”, afirma a professora Anita Simis (Unesp), atual coordenadora do GP.

A professora Anita Simis conversou por e-mail com o JORNAL INTERCOM para contar um pouco sobre a história e a atuação do GP Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura. Confira.

INFORMAÇÕES BÁSICAS

E-mail: gp.economia.politica@intercom.org.br
Facebook: facebook.com/groups/discutindoepc/
Grupo de discussão: groups.google.com/forum/#!forum/intercomgpepicc
Coordenadora: Anita Simis (UNESP)
Ementa: http://www.portalintercom.org.br/eventos1/gps1/gp-economia-politica-da-informacao-comunicacao-e-cultura

HISTÓRICO

1992 - 2000
O então Grupo de Trabalho (GT) de Economia Política das Telecomunicações, da Informação e da Comunicação (EPTIC) da Intercom foi fundado em 1992. Nessa primeira fase, os esforços empreendidos pelo GT foram fundamentais no sentido de reunir material analítico de um campo conceitual que, ao contrário da tradição europeia, mostrava-se ainda bastante incipiente no Brasil e na América Latina. Tais esforços incluíram a publicação dos “Boletins Eptic” – distribuídos a todos os participantes do Grupo e interessados em geral – e de duas obras coletivas organizadas pelo professor César Bolaño (UFS): “Economia Política das Telecomunicações, da Informação e da Comunicação” (Intercom, 1995) e “Globalização e Regionalização das Comunicações” (EDUC/UFS, 1999). Além disso, o Grupo organizou mesas sobre o tema em eventos científicos no final dos 1990.

Em continuidade a esse esforço, formou-se em 1999 a Rede de Economia Política das Tecnologias da Informação e da Comunicação, ligada ao Observatório de Comunicação (Obscom) do Departamento de Economia da Universidade Federal de Sergipe (UFS), com a coordenação geral de César Bolaño. O projeto da Rede resultou, no mesmo ano, no lançamento da “Revista EPTIC Online”.

2009 - atualidade

Em 2009, inserido na Divisão Temática 8 – Estudos Interdisciplinares da Intercom, o Grupo retornou com o título Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura, que permanece até o presente.

De 2009 a 2012, sob a coordenação do professor Valério Brittos (Unisinos), o GP ratificou o diálogo profícuo deste campo com a Intercom e a necessidade da formação do pensamento crítico comunicacional. Em seguida, sob a coordenação do professor Ruy Sardinha Lopes (USP), o GP manteve seu crescimento, com a presença de pesquisadores de relevante expressão nacional e a qualidade do debate nele travado.

Nesse novo período, a ementa foi refeita, apontando que, como decorrência da centralidade econômica e política que a informação, comunicação e cultura ganharam no processo de valorização capitalista, foram colocados novos desafios políticos e epistemológicos aos agentes sociais que lutam por uma sociedade mais democrática e inclusiva. A Economia Política crítica, ao mesmo tempo em que reconhece a importância de uma “economia” da informação, da comunicação e da cultura, salienta a insuficiência das abordagens estritamente econômicas e tecnicistas na apreensão e análise deste fenômeno social.

Em 2015, a professora Anita Simis (Unesp) foi eleita coordenadora e seu mandato termina em 2019. Neste período, o grupo foi ampliado e conquistou novos participantes, fortalecendo temáticas e atualizando outras, tais como economia política da comunicação, políticas culturais, economia política do cinema, economia política das redes, entre outras.

PESQUISADORES

Atualmente, 26 pesquisadores têm apresentado trabalhos regularmente nos encontros do GP. Seu grupo no Facebook conta com 198 membros.

O número de trabalhos apresentados anualmente no encontro do GP chegou a 31 em 2015, posteriormente estabilizando-se em torno de 24. Os pesquisadores são, na maior parte, doutores e mestres, mas também há mestrandos, doutorandos e até livre-docentes. A representação por regiões depende do local do evento, mas a predominância nos últimos anos tem sido das regiões Sudeste e Nordeste (embora representantes do Sul, Centro-Oeste e, com menos frequência, do Norte também participem). A frequência por gênero também tem se mostrado equilibrada, e as universidades públicas e nacionais predominam.

Em 2018, as universidades participantes foram: Universidade Federal do Piauí (UFPI); Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio); Universitat Autònoma de Barcelona (UAB), Espanha; Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Universidade Federal Fluminense (UFF); UFJF; Universidade Estadual Paulista (Unesp), Instituto de Artes e campus Bauru; Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), Campos dos Goytacazes; Universidade Federal de Alagoas (UFAL), unidade Santana do Ipanema/Campus Sertão; Universidade Federal do Pampa (Unipampa); Instituto Federal do Tocantins (IFTO); Universidade Federal de Sergipe (UFS); Universidade de Brasília (UnB); Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); Universidade Estadual de Londrina (UEL).

ATUAÇÃO

Além dos encontros anuais realizados durante os congressos nacionais da Intercom, o principal espaço de encontro, articulação e diálogo dos pesquisadores do GP é o portal EPTIC, que reúne conteúdos na área de Economia Política da Comunicação, incluindo livros digitais, teses, dissertações, monografias, textos para discussão, boletim noticioso e a publicação quadrimestral “Eptic Online – Revista Electrónica Internacional de Economía de las Tecnologías de la Información y de la Comunicación”.

O portal Eptic, que em 2003 recebeu o Prêmio Luiz Beltrão da Intercom e tem registrado mais de 130 mil acessos anualmente, articula uma rede de pesquisadores de diferentes países da Europa e da América Latina, participantes de diversos grupos de trabalho vinculados ao tema, entre os quais está o GP Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura da Intercom.

O GP Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura também atua ativamente na União Latina de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura (ULEPICC), fundada em 2004 e que organiza seu congresso a cada dois anos.

Outros espaços que têm atraído pesquisadores do Grupo são os congressos internacionais da Associação Latino-Americana de Pesquisadores da Comunicação (ALAIC), da Associação Ibero-americana de Comunicação (Assibercom) e da Confederação Ibero-Americana de Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação (Confibercom). Além disso, o GP participa do Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (Enecult) e dos seminários Obscom/Cepos.

PUBLICAÇÕES

Além da organização de dossiês da “Revista EPTIC Online” contendo trabalhos apresentados durante o congresso nacional da Intercom, o GP Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura tem um livro publicado: BRITTOS, Valério Cruz, LOPES, Ruy Sardinha (Org.), Políticas de Comunicação e Sociedade. São Paulo: Intercom, 2012. 346 p. il. - (Coleção GPs: Grupos de Pesquisa; vol. 2).

Em 2019, o GP está organizando uma publicação com os melhores trabalhos apresentados nos últimos congressos nacionais da Intercom.

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