EM FORMATO INOVADOR, COLÓQUIOS INTERNACIONAIS ATRAÍRAM CONGRESSISTAS DO INTERCOM 2018

17 de setembro de 2018

Plateia lotada: esta foi a grande marca dos eventos internacionais realizados no âmbito do 41º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom 2018), realizado no campus de Joinville (SC) da Universidade da Região de Joinville (Univille) entre os dias 2 e 8 de setembro de 2018. O III Colóquio Latino-Americano de Ciências da Comunicação, nos dias 2 e 3 de setembro, e o VIII Colóquio Brasil-Estados Unidos de Estudos da Comunicação, nos dias 3 e 4, inovaram o formato ao se abrirem aos congressistas.

“A abertura estava cheia. Levamos um susto, porque o colóquio geralmente é bem tímido”, afirma a professora Sonia Virgínia Moreira (UFJF), conselheira da Intercom e coordenadora do VIII Colóquio Brasil-Estados Unidos de Estudos da Comunicação ao lado da norte-americana Laura Robinson (SCU). “A conversa se dava antes entre os pesquisadores que estavam apresentando trabalho, e depois era aberta uma rodada de perguntas para quem estava assistindo”, explica.

A professora Roseli Fígaro (USP), diretora de Relações Internacionais da Intercom e coordenadora do III Colóquio Latino-Americano de Ciências da Comunicação, também avalia positivamente a experiência. “Os colóquios anteriores tiveram caráter um pouco mais restrito, pensando no aprofundamento de questões teóricas e reflexões. Pela temática deste ano, avaliamos que deveríamos ser mais abertos e sensíveis aos interesses dos congressistas. E foi surpreendente: as três sessões foram muito lotadas, e as pessoas perguntaram, propondo e questionando. Foi muito legal”, afirma.

III COLÓQUIO LATINO-AMERICANO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO

A terceira edição do evento latino-americano reuniu pesquisadores de sete países – Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, México e Uruguai – para discutir a relação entre os conglomerados de mídia na região e as questões da democracia e da autonomia, contrapondo essa realidade às redes alternativas de comunicação. “Os pesquisadores convidados, cuja presença foi realmente uma consagração do nosso colóquio, estão em sintonia com as experiências alternativas e se posicionam criticamente na defesa do direito à informação, que é um direito humano fundamental, para a conquista da democracia e da cidadania”, salienta Roseli Fígaro.

Na abertura do evento, a coordenadora contextualizou a política da Intercom de fortalecer as relações com pesquisadores e entidades da América Latina – tais como a Associação Latino-Americana de Pesquisadores da Comunicação (ALAIC), cujo presidente, o argentino Gustavo Cimadevilla (UNRC), participou a primeira mesa do evento. “Constatamos que os [pesquisadores] latino-americanos não se leem. Então, este momento é de mostrarmos um pouco das nossas ideias e, quem sabe, podermos abrir esse território de encontros e de trocas de experiências”, disse ela.

Em seguida, o presidente da Intercom, professor Giovandro Ferreira (UFBA), explicou os motivos que levaram à criação do Colóquio Latino-Americano pela entidade. “Na América Latina, tivemos uma mudança do cenário midiático e no que estamos produzindo como quadro interpretativo desse novo cenário. É um pouco essa perspectiva que nos motivou essa criação. E outro questionamento muito próximo é: a pesquisa na América Latina em Comunicação está deixando de ser crítica, ou não?”, afirmou em sua fala de abertura, adiantando que a Intercom pensa em criar uma cátedra, com o nome do professor José Marques de Melo, para estimular o diálogo e a produção conjunta entre a academia brasileira e a de outros países latino-americanos.

VIII COLÓQUIO BRASIL-ESTADOS DE ESTUDOS DA COMUNICAÇÃO

A sala que recebeu a oitava edição do Colóquio Brasil-Estados Unidos ficou pequena para o público, com ouvintes assistindo em pé à abertura – em que a professora Anamaria Fadul, conselheira da Intercom, contou brevemente sua história ao lado do amigo e coleta José Marques de Melo.

Após a homenagem ao fundador da Intercom, que faleceu em 20 de junho deste ano, a primeira sessão do colóquio bilateral debateu o tema “Comunicação, política e gênero”, com a coordenação da professora Jacqueline da Silva Deolindo (UFF). A organizadora brasileira do colóquio, Sonia Virgínia Moreira, destaca a rara oportunidade de conciliar os debates do evento com o temática central do congresso da Intercom, que neste ano foi “Desigualdades, Gêneros e Comunicação”. E, apesar da participação tímida de pesquisadores norte-americanos devido a problemas de financiamento e logística, ela avalia que essa oitava edição do Colóquio Brasil-Estados Unidos foi muito positiva, com contribuições valiosas de Laura Robinson, de Jeremy Schulz (UCLA) e dos demais participantes.

Tendo lançado o e-book bilíngue “Comunicação, Mídia e Cultura”, com 20 artigos apresentados nas edições do colóquio entre 2004 e 2014, durante o Intercom 2018, a coordenação do evento bilateral já programa novas publicações: um segundo volume bilíngue que deverá ser organizado em parceria com a Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (FAC-UnB); e um número especial da revista “Emerald Studies in Media and Communications”, editada em inglês por Laura Robinson, com os artigos desta edição do colóquio.

As coordenadoras também já começam a pensar no IX Colóquio Brasil-Estados Unidos de Estudos da Comunicação, a ser realizado em 2020 em território norte-americano. “Já estamos pensando no tema do congresso da Intercom em 2019, ‘Fluxos Comunicacionais e a Crise da Democracia’, e como aproximar o próximo colóquio desse tema”, conta Sonia Virgínia Moreira. Segundo ela, durante o evento deste ano, surgiu a ideia de realizar a edição de 2020 na Universidade da Califórnia em Berkeley, instituição do convidado Jeremy Schulz.


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