Livro sobre rádios comunitárias recebe artigos até 5/12

22 de novembro de 2018

O Grupo Rádio e Mídia Sonora da Intercom está com chamada aberta para o livro "Rádios Comunitária no Brasil: 10 anos de lei, décadas de lutas", organizado por Ismar Capistrano Costa Filho, Catarina Oliveira e Márcia Vidal.

Interessados devem enviar seus artigos até 5 de dezembro para o e-mail livroradcom@gmail.com. A publicação deverá ter custo editorial.

APRESENTAÇÃO

Depois de dez anos de aprovada a lei de radiodifusão comunitária no Brasil, as pesquisas sobre a democratização da comunicação radiofônica caminham para reflexões que possibilitam compreender o fenômeno, como a sustentabilidade das emissoras, as apropriações de linguagens e tecnologias, a participação social na gestão e programação, as limitações e entraves do reconhecimento legal, os desafios da cultura da convergência, as competências de produção e recepção e os grupos e as relações de controle das rádios.

Motivados em contribuir para estas discussões, lançamos a proposta de organizar e publicar este livro. O objetivo é, além de pensar sobre as rádios comunitárias brasileiras, apresentar experiências de emissoras que enfrentam estas questões e, principalmente, aquelas que resistem na luta pelo direito à comunicação e pela construção da cidadania comunicativa.

LINHA EDITORIAL DOS ARTIGOS

Desta maneira, iremos reunir artigos oriundos de reflexões conceituais articuladas com as vivências das rádios comunitárias e estudos de casos que apresentem percursos e ou processos de produção e recepção de emissoras com alguns traços de comunicação comunitária, reconhecidos a partir das seguintes características:

1) Laços de pertencimento: como define Raquel Paiva em “O Retorno da Comunidade”, são as relações de identidade que possibilitam os membros de uma mesma comunidade se reconhecerem nos outros.

2) Gestão participativa: de acordo com Cicília Peruzzo em “Comunicação nos Movimentos Populares”, a participação caracteriza a comunicação popular porque significa o engajamento dos diversos atores sociais nas mensagens, produção, planejamento e gestão de uma emissora.

3) Caráter público: as emissoras permite o livre acesso do público a sua programação e possuem instrumentos de gestão que reflitam a pluralidade social, como conselhos, assembleias, comissões.

4) Autonomia: conforme Costa Filho na tese “Usos Sociais das Rádios Zapatistas”, a independência da emissora para determinar seu conteúdo, sua organização, suas regras, suas decisões políticas e definir suas identidades.

5) Expressão contra-hegemônica: a contra-hegemonia se caracteriza por opor-se ao poder dominante. Assim, estas emissoras rompem com o modelo de propriedade, o conteúdo, os processos de produção e ou a relação com os ouvintes.

Nesta publicação, não são consideradas como rádios comunitárias apenas as estações que estão ou buscam a autorização de funcionamento do poder estatal. As rádios livres que possuem algum nível de participação na gestão, apresentam a diversidade social e se organizam a partir de um sentimento de pertença em seus produtores e ouvintes podem ser reconhecidas como rádios comunitárias.

ESTRUTURA DE CAPÍTULOS DO LIVRO

Prospectamos a seguinte estrutura de capítulos com as seguintes temáticas de artigos:

1) História: radiadoras, emissoras referência e a organização dos movimentos de apoio e das rádios comunitárias.

2) Políticas da comunicação e legislação: a lei de radiodifusão comunitária, as rádios e a luta pela democratização da comunicação, a cidadania comunicativa e as políticas de comunicação.

3) Rádios Comunitárias em FM: a produção, as apropriações tecnológicas, os conteúdos e discursos e a recepção de emissoras comunitárias autorizadas e livres.

4) Convergência: as rádios comunitárias na internet, nas redes sociais (rádio expandido) e nos aplicativos.

Cada um destes capítulos terá um artigo introdutório dos organizadores da obra.

SUBMISSÃO

- O (a) autor (a) deverá enviar até o dia 5 de dezembro para os autores uma versão anônima para o e-mail livroradcom@gmail.com.

- O artigo deve conter entre 35 mil a 60 mil caracteres com espaço, incluindo referências, apêndices, anexos.

- Deve seguir as normas da ABNT.

- O artigo será examinado por dois pesquisadores da área com doutorado, devendo enviar o parecer até o dia 15 de dezembro;

- Caso haja discordância entre os pareceres, um terceiro pesquisador da área com doutorado será convidado para dar um parecer;

- O autor poderá ser solicitado a fazer modificações no artigo que condicionem sua publicação, até cinco dias após o envio do parecer.

- Haverá um custo editorial para publicação do livro que a depender das características do mesmo (quantidade de artigos aprovados), pode variar entre R$ 700,00 a R$ 900,00 que poderão ser pagos parceladamente no cartão de crédito, que deverá ser pago no momento do envio do livro à Editora Appris, data prevista 21 de dezembro.

- Lançamento: no Encontro Anual da Compós de 2019 e no Congresso Brasileiro de Ciência da Comunicação de 2019.

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