Centro de Pesquisa Comunicação e Trabalho publica relatório ‘Como trabalham os comunicadores no contexto de um ano da pandemia de Covid-19… 1 ano e 500 mil mortes depois’

8 de setembro de 2021

O Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT), vinculado à Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), publicou o relatório “Como trabalham os comunicadores no contexto de um ano da pandemia de Covid-19… 1 ano e 500 mil mortes depois”, que traz os resultados da segunda fase da pesquisa iniciada em abril de 2020. A Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) tem apoiado o CPCT na divulgação da pesquisa.

Coordenada pela professora Roseli Fígaro (USP), a pesquisa foi realizada entre 5 e 30 de abril de 2021 (mesmo período da primeira fase, em 2020). Após verificação dos dados dos 1.018 respondentes, houve a validação de 994 participantes, que atuam profissionalmente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, além de uma pessoa na Holanda e outra no México. O relatório traz informações que ajudam a compreender os impactos sentidos por jornalistas, publicitários, profissionais de relações públicas e outros trabalhadores da comunicação neste segundo ano da pandemia, abrangendo os mais diversos campos de atuação. Além de informações sobre rotinas e condições de trabalho, a pesquisa revela as perspectivas e os temores desses profissionais em relação ao futuro próximo.

“O Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT), por meio dessa pesquisa, fornece sua contribuição para o entendimento e reflexão desse dramático período de pandemia e suas implicações na vida e na saúde dos comunicadores no mundo do trabalho. Esperamos que esta seja a segunda e última pesquisa sobre o tema. Em 2022, planejamos tratar do período de transformações no mundo do trabalho no pós-pandemia”, escreve Roseli Fígaro na apresentação do relatório.

Para acessar gratuitamente a íntegra do relatório, clique aqui.

ARRANJOS ALTERNATIVOS E INDEPENDENTES DE TRABALHO DOS JORNALISTAS

O CPCT também publicou recentemente o relatório da segunda fase de sua pesquisa sobre relações de comunicação e condições de produção no trabalho dos jornalistas que atuam em arranjos alternativos e independentes, iniciada em 2017.

Intitulado “Discurso jornalístico e condições de produção em arranjos econômicos alternativos às corporações de mídia”, o relatório analisa material jornalístico produzido por 30 arranjos de jornalistas em São Paulo, coletado no período eleitoral de 2018, para responder às perguntas: esses arranjos produzem jornalismo? Que tipo de jornalismo produzem? As prescrições e as relações de comunicação para o trabalho jornalístico nos novos arranjos econômicos alternativos resultam na produção de um jornalismo de compromisso com os direitos da cidadania?

“Os resultados mostram uma diversidade de abordagens editoriais, múltiplas formas de organização do material produzido, ritmos de produção diferentes e concepções editoriais também diferenciadas: umas mais se aproximam do conjunto de valores do jornalismo da racionalidade liberal, e outras desafiam certos parâmetros consolidados, estabelecendo diálogos mais amplos e comprometidos com seus públicos“, afirmou Fígaro ao site do CPTC.

O relatório pode ser acessado aqui.

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