PRÊMIO LUIZ BELTRÃO TEVE CERIMÔNIA MARCADA POR DEFESA DO ENSINO SUPERIOR E DA PÓS-GRADUAÇÃO

28 de setembro de 2022

A cerimônia de entrega do Prêmio Luiz Beltrão de Ciências da Comunicação 2022 e dos Prêmios Estudantis da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), realizada na noite de 7 de setembro no Cine Aruanda, na Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa, como parte da programação do 45º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom 2022), foi marcada pela defesa do ensino superior e da pós-graduação no campo da Comunicação no Brasil.

Em sua 24a edição consecutiva, o Prêmio Luiz Beltrão reconheceu o trabalho do Núcleo Interdisciplinar de Estudo, Pesquisa e Extensão em Comunicação, Gênero e Feminismos Maria Firmina dos Reis na categoria Grupo Inovador, e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na categoria Instituição Paradigmática. Francisco de Assis (Cásper Líbero) recebeu o prêmio de Liderança Emergente, e Alberto Efendy Maldonado Gómez de la Torre (Unisinos) foi homenageado como Maturidade Acadêmica. Pedro Nunes Filho (UFPB) recebeu o Troféu José Marques de Melo de Maturidade Acadêmica Regional. E a primeira edição dos Prêmios Estudantis, que neste ano substituíram os prêmios Freitas Nobre, Francisco Morel e Vera Giangrande, contemplou pesquisadores(as) nas categorias Doutorado, Mestrado Acadêmico, Mestrado Profissional e Graduação (conheça os vencedores aqui).

“O Prêmio Luiz Beltrão de Ciências da Comunicação deste ano refletiu, mesmo que de maneira involuntária, o espírito do momento: resistência às investidas contra o Estado Democrático de Direito e as muitas instituições que são fiadoras dele – em especial, a ciência e o ensino superior. O prêmio de Maturidade Acadêmica, por exemplo, foi concedido a um docente de um Programa de Pós-Graduação em Comunicação com um conceito alto e que foi descontinuado recentemente (a notícia do encerramento das atividades veio à tona pouco tempo depois do anúncio dos ganhadores). O prêmio de Instituição Paradigmática foi concedido a uma instituição que teve papel decisivo na vacinação contra a covid-19 no país e, sobretudo, na defesa da ciência e na demonstração de como a pesquisa pode ser crucial para um povo. O prêmio de Grupo Emergente também é bastante simbólico: o coletivo ganhador atua na defesa dos direitos da mulher, e as questões de gênero também têm sido alvo de investidas contrárias e cortes sistemáticos de recursos”, comenta Ariane Pereira (Unicentro), diretora Cultural da Intercom e coordenadora das premiações da entidade. “Pessoalmente, para mim, enquanto diretora da Intercom e professora/pesquisadora da área da Comunicação – em especial dos estudos de gênero –, a noite de premiação foi de muita emoção, na medida em que reafirmamos o papel de vanguarda da Intercom, com sua atuação na defesa da ciência e da pesquisa em Comunicação”, completa.

Michelly Carvalho, coordenadora do Núcleo de Pesquisa Maria Firmina dos Reis, classifica o reconhecimento como “gigantesco”. “O prêmio, além de representar a esperança em dias melhores para a educação pública e nos dar um fôlego necessário para continuar sentipensando e transformando a educação nas universidades brasileiras, também sinaliza que instituições de grande relevância para o campo da Comunicação têm se sensibilizado no sentido de visibilizar e valorizar as ações que vêm sendo mobilizadas desde as margens e que têm ousado construir um caminho em que a educação e a comunicação se desenvolvam a partir de bases epistêmico-metodológicas pluridiversas”, comemora. “Embora o Núcleo Maria Firmina dos Reis tenha nascido em 2019, foi só em 2020, em meio à pandemia de covid-19 e à necessidade urgente de defesa da universidade pública, da saúde pública e do direito à existência e à sobrevivência sobretudo da população negra e periférica, que ele ampliou e expandiu sua atuação, ultrapassando fronteiras e mobilizando diferentes forças na implementação da luta e da educação antirracista e anticisextista. Foi um momento em que passamos a lutar pelos temas que temos estudado e também pela abertura da universidade para a polifonia da comunidade. Essa foi a forma que encontramos, por exemplo, para confrontar a desinformação e os múltiplos ataques que o jornalismo e a educação vêm sofrendo nos últimos anos”, completa Leila Sousa, vice-coordenadora do Núcleo.

Os nomes homenageados pelo Prêmio Luiz Beltrão 2022 foram selecionados pelo júri a partir das indicações feitas pela comunidade acadêmica e científica. Assim, Ariane Pereira ressaltou, em sua fala na cerimônia, a importância de pesquisadores(as) e docentes continuarem indicando personalidades e instituições nos processos abertos anualmente pela Intercom. “Temos certeza de que, depois de 24 anos, ainda temos muitas pessoas e instituições a serem homenageadas. Por isso, desde já, a Diretoria Executiva da Intercom convida cada um e cada uma a participar do processo em 2023, indicando – de forma muito simples – aqueles que se destacam na luta pelo fortalecimento diário da Comunicação como campo do saber”, convidou.

O 45º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom 2022) reuniu cerca de 1,7 mil pessoas entre os dias 5 e 9 de setembro em João Pessoa, realizado pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) e organizado pelo Centro de Comunicação, Turismo e Artes (CCTA) e pelo Departamento de Comunicação (Decom) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com coordenação de Norma Meireles, professora da UFPB e diretora Regional Nordeste da Intercom. Saiba mais.

Fotos no site oficial do Intercom 2022

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