INTERCOM 45 ANOS: ‘REVISTA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO’ DE PORTAS ABERTAS

27 de outubro de 2022

A Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) foi fundada em 12 de dezembro de 1977 por um grupo de professores(as) e profissionais liderados por José Marques de Melo (1943-2018), com o propósito de consolidar a Comunicação como campo científico autônomo. Como peça-chave dos esforços nesse sentido, os fundadores e fundadoras da entidade criaram, no ano seguinte, o Boletim Intercom. Acompanhando e, ao mesmo tempo, fomentando o desenvolvimento do campo, o periódico ganhou robustez e se transformou no que hoje é a Intercom: Revista Brasileira de Ciências da Comunicação (RBCC), a mais longeva e uma das mais qualificadas publicações do campo da Comunicação no Brasil.

“A revista vem num crescente: tem mantido há mais de dez anos a classificação A2 no Qualis Capes, foi o primeiro periódico de Comunicação no Brasil a ser indexado no SciELO, em 2011, e hoje está entre as três únicas publicações de nosso campo indexadas nessa importante base”, afirma Maria Ataide Malcher (UFPA), editora-chefe da RBCC, salientando o empenho da equipe editorial, do Conselho Editorial, do Comitê Científico e dos(as) colaboradores(as) da publicação para cumprir os requisitos exigidos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), pelo Scientific Electronic Library Online (SciELO) e por outras bases, entre elas a Red de Revistas Científicas de América Latina y el Caribe, España y Portugal (Redalyc) e o Directory of Open Access Journals (DOAJ).

Reconhecida pela comunidade acadêmica como importante fonte de referências e meio de comunicação científica, a RBCC tem um rico arquivo de textos assinados tanto por grandes expoentes das Ciências da Comunicação como por jovens pesquisadores(as), com um acervo eletrônico disponibilizado gratuitamente no site de revistas da Intercom que abrange números e volumes publicados entre 1980 e 2022.

O termo “gratuitamente” faz parte de uma visão mais ampla: além de não cobrar taxas para submissão, publicação e leitura, a RBCC segue a Política de Acesso Livre e adota o modelo de submissão e publicação digital em fluxo contínuo. “A RBCC está na base SciELO há 11 anos. Como uma das revistas de Comunicação mais antigas na base, ela tem sido bastante estimulada a atender critérios rígidos e participar de discussões globais sobre a produção e o acesso ao conhecimento científico. E um ponto central é o alinhamento às práticas de ciência aberta, que temos incorporado gradativamente para dar ainda mais transparência, qualidade e alcance à revista”, explica a professora Maria Ataide.

Outra característica importante da RBCC é seu cunho pedagógico, visando a contribuir para o aperfeiçoamento da pesquisa científica em Comunicação, para a qualidade dos textos e, consequentemente, para a formação de pesquisadores(as). Por esse motivo, o processo de avaliação por pares, realizado pelos membros do Comitê Editorial e do Conselho Editorial Científico e por pareceristas ad hoc, envolve diversas etapas: verificação de requisitos formais; avaliação cega por dois(duas) pareceristas, e por um(a) terceiro(a) caso haja divergência entre os pareceres; devolução aos(às) autores(as) para melhorias e correções; e revisão final. Além disso, todos os resultados são comunicados aos(às) autores(as), inclusive nos casos de rejeição. “Como a revista tem um volume muito grande de submissões, esse processo envolve um trabalho muitas vezes hercúleo de pessoas que se dedicam voluntariamente a essa missão. Então, é importante que autores e autoras compreendam eventuais demoras nos pareceres – embora nós saibamos que exista uma ansiedade, totalmente justificada, para a publicação dos artigos”, comenta a editora.

A visão da equipe editorial para o futuro da RBCC é continuar seguindo essa trilha para torná-la cada vez mais aberta e relevante, tanto para o meio acadêmico quanto para a sociedade em geral – no Brasil e no exterior, já que todos os originais, em português ou espanhol, também são publicados em inglês. “Nossa perspectiva é qualificar as traduções feitas pelos autores, mas também refletir sobre uma questão mais complexa: o inglês como língua franca para a ciência produzida em todo o mundo versus nossa forma brasileira de expor resultados. Como ter alcance internacional sem perder nossa cultura de fazer ciência é uma das preocupações da RBCC”, afirma a professora Maria Ataide.

SUBMISSÕES

A RBCC recebe textos para as seguintes seções: “Artigos”, com textos analíticos ou de revisão resultantes de pesquisas originais teóricas ou de campo; “Arena”, espaço dedicado a artigos sobre temas polêmicos e/ou emergentes, relatos de experiência e notas preliminares de pesquisa; “Entrevista”, que traz depoimentos de figuras ilustres e internacionais com histórias de vida, realizações profissionais e/ou contribuições acadêmicas relevantes para o campo da Comunicação; e “Resenhas”, voltada a registros críticos de livros publicados recentemente.

Todos os textos devem estar de acordo com as normas ABNT e, após o aceite, ser traduzidos para o inglês pelos(as) autores(as). Outra regra que a RBCC segue à risca é o ineditismo dos textos. “Mesmo que o parecer leve alguns meses, ele com certeza será enviado – mesmo em caso de recusa, os autores e autoras recebem nossas críticas, o que pode ajudá-los a melhorar o texto para eventual submissão a outra revista. Assim, é de suma importância que, durante o processo de avaliação, os textos não sejam submetidos a outros periódicos ou eventos. Vale a pena ter paciência”, explica a professora Maria Ataide.

A editora chama atenção, ainda, para uma etapa fundamental no processo de submeter artigos: a escolha do periódico mais adequado. “Isso aumenta muito as chances de ter o texto aceito e publicado, então é importante que o pesquisador ou pesquisadora avalie o escopo de vários títulos antes de submeter”, completa. A própria Intercom oferece diferentes opções para a comunidade: estudantes de graduação e recém-graduados(as) podem optar pela Iniciacom, revista especificamente voltada à iniciação científica e que passará a ter quatro chamadas anuais em 2023; esse mesmo público tem o Expocom, uma mostra competitiva de pesquisa experimental que publica os vencedores em anais; já pesquisadores(as) de áreas como Comunicação, literatura, artes visuais e cinema que estudam o insólito, a fantasia e o imaginário têm a Revista Insólita, que recebe artigos e produções artísticas em fluxo contínuo.

Fica aqui o convite: acesse a Intercom: Revista Brasileira de Ciências da Comunicação (RBCC) no site de revistas da Intercom para fazer sua pesquisa bibliográfica, leia e compartilhe os textos de seu interesse, submeta seu artigo inédito sobre uma temática relevante para o campo interdisciplinar da Comunicação e siga a revista no Facebook. A RBCC está de portas abertas!

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